A arte de dar e receber conselhos

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Pedir e dar conselhos é fundamental para liderar e tomar decisões com eficiência. Mesmo assim, os gestores raramente veem isso como uma habilidade prática que podem aprender e melhorar. O recebimento de orientação é muitas vezes visto como o consumo passivo de sabedoria. E geralmente a capacidade de aconselhar é tratada como uma questão de "bom senso", ou você tem, ou não tem e não como uma competência a ser dominada. Quando o intercâmbio é bem feito, as pessoas dos dois lados da mesa se beneficiam. Aquelas que são verdadeiramente abertas a receber orientação, desenvolvem melhores soluções para os problemas do que agindo por conta própria. Elas acrescentam nuance e textura à sua forma de pensar e podem superar vieses cognitivos, justificativas egoístas e outras falhas em sua lógica. Aquelas que dão conselhos exercem efetivamente uma influência suave, moldam decisões importantes e capacitam outras pessoas a agir. Como ouvintes engajadas, também podem aprender bastante com os problemas que outras pessoas lhes apresentam. E a regra da reciprocidade é uma poderosa força vinculante: o fornecimento de aconselhamentos especializado geralmente cria uma dívida implícita que os recebedores desejarão saldar. Mas tanto quem pede como quem dá conselhos precisa superar obstáculos significativos, como a tendência profundamente enraizada de preferir suas próprias opiniões, independentemente de seus méritos e o fato de que ouvir atentamente é um trabalho difícil que exige tempo. A interação como um todo é uma arte sutil e complexa. Em ambos os lados ela requer inteligência emocional, autoconhecimento, moderação, diplomacia e paciência. Fazê-lo mal pode levar a decisões falhas, relacionamentos desgastados e carreiras paralisadas. Você pode dominar a arte do conselho adotando um quadro de melhores práticas, baseado em um corpo substancial de pesquisa. Conhecendo os diferentes tipos de conselhos, quem busca aconselhamento pode fazer pedidos com maior precisão e os conselheiros podem dar uma orientação mais direcionada.

• Conselho isolado - explorar opções para uma única decisão - recomendações a favor de ou contra, opções específicas.

- • Orientações - fornecer orientação sobre como abordar uma situação complexa ou desconhecida - um quadro ou processo para entender e saber lidar com a situação.

- • Coaching - melhorar habilidades, autoconhecimento e autogestão - proficiência em tarefas, desenvolvimento pessoal e profissional.

- • Mentoring - proporcionar oportunidades, orientação e proteção para ajudar no sucesso profissional.

- Sugerimos algumas orientações para cada fase de aconselhamento:

- 1 - Encontre a pessoa certa - se você busca aconselhamento - tenha uma "junta" preexistente de conselheiros diversificados e complementares, determine que tipo de conselho está buscando, escolha um ou mais conselheiros que combinem com suas necessidades correntes; se você é um conselheiro - avalie a aptidão e identifique outras fontes potenciais de orientação.

- 2 - Desenvolva um entendimento comum - se você busca aconselhamento - forneça informações suficientes sobre o seu problema, reconheça verdades desconfortáveis; se você é um conselheiro - prepare o terreno para um aconselhamento eficaz, ouça ativamente e não julgue, faça perguntas genéricas para ampliar o entendimento e então tente obter mais detalhes, depois de ter um quadro completo do problema, chegue a uma conclusão sobre que tipo de aconselhamento é necessário.

3 - Crie alternativas - Se você busca aconselhamento - contribua ativamente para o desenvolvimento de opções, faça perguntas para entender os custos, os benefícios e a lógica de cada opção, a relevância e a aplicabilidade do conselho, a abordagem de implementação; se você é um conselheiro - compreenda e articule seu papel como fornecedor de orientação e não como tomador de decisão, pressione para gerar várias opções viáveis, exponha o raciocínio, as experiências pessoais e os princípios por trás de seu conselho.

4 - Procure convergir para uma decisão - se você busca aconselhamento - cuidado com reflexos pouco exigentes e desdenhosos, considere pedir uma segunda ou terceira opinião, desenvolva soluções híbridas; se você é um conselheiro - certifique-se de que todas as opções sejam avaliadas, não salte muito rápido para uma solução, faça pausas frequentes para verificar as reações, transmita sua disponibilidade para esclarecimentos e detalhamentos posteriores.

- 5 - Coloque o conselho em prática - se você busca aconselhamento - seja sensível às mudanças na situação ou no contexto e qualquer necessidade de correção no meio do caminho, ponha o conselho em prática e busque orientação adicional se for necessário; se você é um conselheiro - reafirme que a decisão e as consequências são do solicitante do conselho, transmita sua disponibilidade para apoio e orientações adicionais.

-Embora aqueles que pedem e aqueles que dão conselhos trabalhem juntos para resolver problemas, eles têm diferentes pontos de vista. Estudos recentes de psicologia social mostram que as pessoas que desempenham um papel consultivo focam no propósito abrangente, enquanto aquelas que recebem conselho, geralmente na iminência de tomar uma decisão, estão mais preocupadas com as táticas. Um indivíduo tende a pensar idealisticamente quando está no papel de conselheiro, mas pragmaticamente quando solicita orientação, ainda que enfrentando o mesmo desafio. Ter em mente as duas perspectivas, independentemente de qual for a sua, vai ajudá-lo a alcançar o entendimento mútuo, identificar a prioridade-chave que norteia a decisão e se preparar para as desvantagens de qualquer opção.

- No geral, nossas diretrizes tanto para quem pede como para quem dá conselhos equivalem a uma mudança fundamental de abordagem. Embora as pessoas geralmente se concentrem no conteúdo do conselho, as mais hábeis dão atenção tanto à forma como aconselham quanto àquilo que se aconselham. É um erro pensar no conselho como uma transação que é feita uma só vez e está concluída. O aconselhamento inteligente é mais do que distribuir e aceitar sabedoria. É um processo criativo, colaborativo, uma questão de esforço mútuo para entender melhor os problemas e encontrar caminhos promissores a seguir. Isso geralmente exige uma conversa contínua.

Fonte - Revista Harvard Business Review

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